Thiago Quaresma
23fev/110

De volta!

Como vocês já devem ter percebido, eu andei meio sumido pelos últimos dias.
A neve está acabando (mais ou menos, pois tem dia que neva e dia que não neva, e a primavera está chegando) e com ela o snowboard. Sim, amigos... Infelizmente o esporte que eu nasci para praticar está indo por água a baixo, literalmente. Só tem uma coisa boa que está derretendo junto com a neve: O FRIO!

Preciso arrumar alguma outra coisa pra fazer durante a primavera, no colégio a temporada agora é a do futebol (soccer) e pra tristeza da nação brasileira minha, eu acho que vai ser difícil eu entrar para o time. Calma, os americanos sabem jogar bola, pelo menos poucos sabem, mas os mexicanos... Esses sim dominam aqui. Não sei se vocês sabem, mas 50% do meu colégio é mexicano (pra minha decepção, claro que cada regra tem sua excessão, mas falarei dos mexicanos em um outro texto) e essa pequena comunidade domina o futebol aqui, são poucos os white kids que jogam, e uns muito bons. O maior problema que eu tenho aqui no início dos treinamentos foi a adaptação, pois como todos sabem o que mais jogamos no Brasil é o futsal, que é o futebol de quadra e muito melhor na minha opinião. Nunca fui um craque, mas eu me garantia, já no campo... Se eu joguei  3 vezes na minha vida foi muito e para quem não sabe a diferença é imensa, que vai desde bola até regras e chuteiras. Mas para minha surpresa esse é o menor problema que eu tenho aqui, pois depois de um tempo parado agente fica um pouco fora de forma, não estou falando de peso mas sim de fôlego. Comecei o condicionamento com o time de futebol do colégio, que não é obrigatório mas ajuda a dar aquele gás depois de um tempo parado até o teste. O professor que é o técnico é muito legal, ele está determinado a melhorar o meu condicionamento físico e eu acho isso muito legal da parte dele. Eu não faço questão de entrar para o time, mas mesmo se eu não conseguir, vou tentar ajudar o time de alguma maneira, ou ver se eu posso pelo menos treinar com eles e não ficar parado. Mas ficar parado é que eu não vou.

Em um dos dias do condicionamento nós fomos correr nas montanhas, estava um pouco frio, mas a vista e o contato com a natureza te fazem esquecer de qualquer dor, até vi pela primeira vez veados (calma, estou falando dos animais) que eu nunca imaginei que poderiam correr tão rápido. Felizmente eu não encontrei com nenhuma cobra ou nenhum outro animal perigoso. Se bem que se eu encontrar uma cobra-do-milho (igual a que a minha família tem aqui) eu bricaria um pouco.

Estou jogando basquete, não sou muito bom, mas eu tento.

Aqui vocês podem me ver marcando um adversário, e eu estou na posição dominante.

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